EVIDÊNCIA CIENTÍFICA | LEITURA EM 1 MINUTO
Uma nota editorial publicada em 2026 na Revista Brasileira de Saúde Ocupacional analisa as possibilidades e limitações da inteligência artificial (IA) na elaboração de artigos científicos, com atenção especial à integridade da pesquisa.
As autoras descrevem como essas ferramentas podem auxiliar na redação, tradução, revisão da literatura e organização de referências. Entretanto, alertam para o risco de informações falsas, referências inexistentes e problemas de confidencialidade.
Quais são os principais pontos?
3 pontos-chave
- Ferramenta de apoio: a IA pode ajudar a aprimorar textos, realizar traduções, localizar literatura científica e organizar referências bibliográficas.
- Risco de erros: essas ferramentas podem gerar afirmações incorretas, citações bibliográficas falsas ou conteúdos aparentemente confiáveis sem respaldo científico.
- Responsabilidade dos autores: o uso da IA deve ser declarado conforme as normas editoriais, permanecer sob supervisão humana e não substituir o julgamento científico do pesquisador.
Qual é a utilidade na prática profissional?
Para cirurgiões-dentistas envolvidos em pesquisas, elaboração de artigos ou apresentações científicas, a IA pode facilitar a organização das informações, a revisão dos textos e a tradução de conteúdos.
Seu uso exige conferir as referências originais, verificar os dados e proteger informações confidenciais, especialmente ao lidar com pesquisas inéditas ou dados de pacientes.
Importante: trata-se de uma nota editorial sobre boas práticas, e não de um estudo experimental que avalie a precisão ou a eficácia de uma ferramenta específica de IA. As autoras ressaltam que a inteligência artificial deve apoiar o pesquisador, nunca substituir seu pensamento crítico.
Artigo original:
Inteligência artificial na elaboração de artigos científicos: usos, limites e boas práticas.
Autoras: Anarosa Alves Franco Brandão, Leila Posenato Garcia e Luisa Veras de Sandes-Guimarães.

